O primeiro passo

13 de junho de 2014 -

passosEstamos lançando hoje, 25 de maio de 2014, a primeira edição da revista bimestral Bahiaciência.

E o que esta publicação traz e pretende trazer daqui por diante para os leitores? Primeiro, reportagens aprofundadas e notícias tanto sobre o conhecimento científico produzido por grupos de pesquisa baianos, em qualquer área do conhecimento, incluindo as  humanidades e o vasto campo cultural, quanto sobre inovações tecnológicas relevantes  levadas a cabo por empresas ou instituições de pesquisa deste estado. Claro está que existe um contexto nacional e internacional no qual a produção local se dá e que necessariamente estará referido nos textos da revista.

Em segundo lugar, Bahiaciência quer oferecer em suas páginas reflexões primorosas sobre temas vinculados a ciência, tecnologia e inovação, de capital importância para o desenvolvimento deste estado, elaboradas por respeitadas autoridades no assunto em pauta ou por jovens vozes nas quais, a par do frescor do timbre e das ideias, podem-se ouvir sonoridades que aludem a um poderoso compromisso social e ao desejo inabalável de compreender bem, fazer e transformar.

A intenção e a pretensão desta revista é, nos limites de uma publicação jornalística, irrigar o debate sobre uma face pouco visível e debatida do estado da Bahia, ou seja, sua capacidade de contribuir para a expansão do conhecimento científico no Brasil e para a ampliação da capacidade nacional de inovar em múltiplos campos da atividade econômica.
Em outros termos, o que está em seu horizonte é a difusão da cultura científica em tempos de profunda transformação da sociedade contemporânea, tecnologicamente amparada, por meio de um jornalismo de alta qualidade, que aposta na inteligência e no discernimento do leitor.

Bahiaciência se materializa como fruto da iniciativa de uma pequena empresa privada de comunicação com longa e consistente experiência em projetos de jornalismo científico. Seus efetivos patrocinadores serão os anunciantes e os leitores. Seus grandes parceiros, sem os quais seria impossível pensar em percurso vitorioso para uma publicação de jornalismo científico, devem ser os pesquisadores baianos de todas as áreas do conhecimento, as universidades e instituições de pesquisa instaladas no estado, as agências de fomento à pesquisa, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), outras entidades visceralmente comprometidas com o avanço da cultura científica no estado, a exemplo da Academia de Ciências da Bahia, e o jornal A Tarde, o largo canal que leva Bahiaciência aos leitores.

É importante registrar, entretanto, que na origem desta revista está a determinação do então titular da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Paulo Câmera, de lançar uma revista de divulgação científica na Bahia. A seu pedido, comecei em março de 2012 a elaborar estudos de viabilidade do projeto. No primeiro deles, observava que, “sendo a Bahia, com seus 15 milhões de habitantes, o quarto estado mais populoso do Brasil, e Salvador, sua bela e histórica capital, a terceira maior cidade brasileira, com cerca de 3 milhões de habitantes, surpreendia o modesto 9º lugar que desfruta na contribuição à produção científica nacional (o Brasil ocupa o 14º lugar na produção científica mundial)”. Observava ainda que, se a isso agregássemos sua “7ª posição entre os estados da federação na formação do PIB brasileiro e o 21º lugar no PIB per capita (IBGE, 2011)”, teríamos uma medida de quanto a Bahia precisava investir na criação de um ambiente favorável à expansão do conhecimento científico e à inovação tecnológica.

Foram tentadas algumas vias para a publicação da revista pela SECTI, enquanto voluntariamente íamos construindo o projeto em termos concretos. Ao substituir Câmera, em fevereiro deste ano, a secretária Andrea Mendonça procurou assegurar seu lançamento, mas não encontrou um meio viável para tanto.

A essa altura, com muito trabalho já realizado, graças à colaboração de extraordinários professores, pesquisadores e especialistas em C&T, e de muitos colegas jornalistas, designers, fotógrafos e ilustradores, perguntei-me: por que não tentar o velho caminho jornalístico para viabilizar a publicação? Ajustes foram feitos e eis a primeira Bahiaciência.

Torço para que esta experiência/aventura vá muito longe e aguardo seus comentários, leitores!

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