Um abraço no palácio de 300 anos

28 de agosto de 2014 -
“Abraçaço” reuniu arquitetos, jornalistas, professores e estudantes no dia 13 de agosto

“Abraçaço” reuniu arquitetos, jornalistas, professores e estudantes no dia 13 de agosto

Um “abraçaço” do Palácio Arquiepiscopal, em Salvador, reuniu arquitetos, jornalistas, professores e estudantes na manhã de 13 de agosto. O evento foi promovido pe–la Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), representados, respectivamente, pe-los seus presidentes, jornalista Walter Pinheiro e professora Consuelo Pondé de Sena. O abraço foi motivado pelo estado de arruinamento do imóvel que, em 2015, completará 300 anos de existência. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou em julho à Arquidiocese de Salvador que a restauração será iniciada em setembro, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do banco Itaú. Após esse anúncio, o Instituto para o Desenvolvimento Humano (IDH), que administrará os recursos e a obra, advertiu que os pilares posteriores do grande prédio da Praça da Sé requerem imediata recuperação, sob pena de desabarem e levarem o restante do imóvel. A ABI e o IGHB estão empenhados na luta pela restauração do palácio há mais de dois anos. Em abril e maio de 2014, as duas instituições promoveram as palestras do professor e arquiteto Francisco Senna e do arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, sobre o assunto. Os dois enalteceram a importância do edifício, sobretudo porque funcionou como a primeira sede da administração da Igreja Católica no Brasil. O professor e arqui-teto Mário Mendonça, que prestigiou o “abraçaço”, concordou que os pilares exigem cuidados urgentes, até porque a área em que se assenta o prédio é uma falsa rocha e sua resis-tência não é das mais confiáveis.
O Palácio Arquiepiscopal integra a mancha urbana tombada pela Unesco e se constitui Patrimônio da Humanidade.

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